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Republicanos querem revogar reforma da saúde

Republicanos querem revogar reforma da saúde
 
 
03/11/2010
 
Após obter maioria na Câmara, direita norte-americana pretende bloquear a lei, alegando que ela levará país à falência
 
Descontentes com a situação econômica nos Estados Unidos, os eleitores norte-americanos deram ao Partido Republicano a maioria na Câmara, em eleições realizadas na última terça-feira (2). Agora, a direita norte-americana pretende fazer duas mudanças: diminuir os gastos do governo federal e revogar a reforma no setor de saúde, que havia representado uma grande vitória do partido Democrata_ do Presidente Barack Obama_ no legislativo. Em entrevista à emissora de televisão norte-americana, CBS, o deputado republicano Eric Cantor disse que o Partido pedirá a revogação da reforma assim que assumir a maioria, em janeiro de 2011. 

“Isso é o que o povo americano quer. Eles entendem que esta lei levará o país à falência, além de eliminar os atuais cuidados com saúde que eles já conhecem e gostam,” disse. 

Cantor ressaltou, ainda, que os custos com a saúde nos Estados Unidos são muito altos. “Temos que voltar atrás e começar a dar aos norte-americanos o que eles querem: custos mais baixos e mais qualidade. Não essa abominação que foi aprovada”, completou. 

O site do Dow Jones também afirmou que os Republicanos pretendem votar, logo no começo de 2011, a revogação da reforma em saúde. No Senado, onde os Democratas ainda detém a maioria, a imprensa afirma que os votos de esquerda irão aquém do necessário para bloquear a revogação. 

Segundo o portal, os congressistas republicanos também podem tentar impedir novos impostos na área de saúde, o que inclui taxas sobre medicamentos, que entram em vigor em 2012 e um imposto sobre dispositivos médicos, previsto para 2013. 

Já o jornal The New York Times afirmou em seu editorial, publicado na última terça, que os eleitores enviaram a Obama a mensagem de que eles não gostam do trabalho que está sendo feito e que o presidente fez com que fosse fácil para seus oponentes distorcer “o que os americanos deveriam ver como progresso genuíno”, como a reforma histórica em saúde. 

O jornal lembrou o que o líder republicano John Boehner, provável próximo presidente da Câmara, disse sobre a agenda de Obama: “Faremos tudo o que pudermos para eliminar, parar ou torná-la mais devagar”.Â